segunda-feira, 14 de março de 2022

Dúvidas - Termos acessórios e integrantes

 Como se chama o objeto direto com o mesmo radical ou sentido do verbo da oração?

É o objeto direto interno, cognato ou intrínseco.

Por que deve ser acompanhado de um adjetivo ou locução adjetiva?

Porque se não houver modificador, pode incorrer em uma redundância.

Como se chama o complemento indireto de um verbo não transitivo indireto?

Chama-se objeto indireto por extensão. Com pronome oblíquo tônico, alguns chamam de objeto indireto de opinião; outros, de dativo de opinião. Com pronome oblíquo átono, alguns chamam de pronome de interesse, dativo ético ou de proveito; para outros, é um mero expletivo, sem função sintática, com uso apenas estilístico (de ênfase, expressividade).

Por que a NGB adotou a nomenclatura adjunto adverbial e adjunto adnominal?

Há sequência de dois prefixos iguais que transmitem a mesma ideia. 

Qual a diferença entre o agente da passiva e o complemento nominal?

O agente da passiva possui correspondente na voz ativa, enquanto o complemento nominal não. Exemplo: O rapaz foi assediado pela colega (A colega assediou o rapaz) / O rapaz estava apaixonado pela colega (?)

Por que nem todo adjunto adverbial é acessório?

São rigorosamente adjuntos adverbiais os que se referem a verbos que não precisam de termo preposicionado para completar seu sentido. Quando é necessário, e não pode ser considerado acessório, é considerado complemento circunstancial.

Que tipo de verbo pode ter adjunto adverbial?

Qualquer um, inclusive o de ligação.

Dúvidas - Verbo

 Quanto ao verbo pegar, existe ou não o particípio pego?

Existe. O verbo pegar tem dois particípios: pegado (que se usa com ter e haver) e pego (que se usa com ser, estar e ficar).

E quanto aos verbos ganhar, gastar e pagar? Ainda posso usar os particípios ganhado, gastado e pagado?

Sim, mas só com os verbos ter e haver. A língua moderna dá preferência aos particípios irregulares ganho, gasto e pago, o que faz com que essas formas regulares caiam em desuso.

E o verbo aceitar?

É abundante, tem dois particípios: aceitado (que se usa na voz ativa, com ter e haver) e aceito (que se usa na voz passiva, com ser, estar e ficar).

E o verbo chegar? É abundante?

Não, só existe o particípio chegado. A forma chego só existe no presente do indicativo.

Mas o verbo empregar é abundante?

Não. Só tem um particípio: empregado. Não há o suposto particípio empregue, que surgiu por influência de entregue. Empregue só existe no presente do subjuntivo, imperativo afirmativo e negativo.

Entregar é verbo abundante?

É, tem dois particípios: entregado (que se usa com ter e haver) e entregue (que se usa com ser, estar e ficar).

E o verbo adequar?

É defectivo, só tem as formas arrizotônicas: adequamos, adequais (presente do indicativo); adequemos, adequeis (presente do subjuntivo); adequemos, adequai (imperativo afirmativo); não adequemos, não adequeis (imperativo negativo). Nos outros tempos, tem conjugação regular, como cantar. As formas inexistentes devem ser supridas pelas do sinônimo adaptar.

E o verbo competir?

É irregular, e não defectivo. As formas compito e compita parecem estranhas, mas são corretas.

Mas computar é defectivo?

Sim, não se conjuga nas três primeiras pessoas do presente do indicativo. Sendo assim, não se conjuga no presente do subjuntivo, tu, você, nós e vocês do imperativo afirmativo e no imperativo afirmativo. Nos outros tempos, tem conjugação regular, como cantar. As formas inexistentes devem supridas por sinônimos, como calcular, estimar ou programar computadores.

Exorbitar não é pronominal?

Não. Esse verbo dispensa a companhia do pronome oblíquo.

Simpatizar e antipatizar não são pronominais. Acertei?

Acertou. Eles não se usam com pronome.

Sobressair não é pronominal. Acertei mais essa?

Acertou. Não é verbo pronominal, apesar de um dicionário registrá-lo assim.

E o verbo reaver?

É derivado de haver, e se conjuga apenas nas formas em que este mantém a letra v. As formas inexistentes são supridas pelos sinônimos recuperar ou resgatar.

E o verbo precaver?

É defectivo, conjuga-se apenas nas formas arrizotônicas. Não deriva de ver, nem de vir, nem de haver. As formas inexistentes são supridas pelos sinônimos prevenir ou acautelar.

E o verbo suar?

É regular. Você não soa, você sua. A menos que você transpire sons.

O que o verbo consumar tem de especial?

Os verbos da 1ª conjugação tem a desinência modo-temporal -e no presente do subjuntivo. A maioria usa consuma, fazendo confusão com a forma do verbo consumir, que é da 3ª conjugação.

Posso 'confessar' e 'comungar-me'?

Não, vai ter pecado na gramática. O verbo confessar é pronominal (confessar-se), mas o verbo comungar é intransitivo.

O verbo remir é defectivo?

Sim, só possui as formas arrizotônicas. Nas formas inexistentes, é substituído pelo sinônimo redimir.

Posso 'me' trocar?

Não existe, você troca de roupa.

É correto dizer: não 'conta' para ninguém?

Não, porque o imperativo negativo é formado a partir do presente do subjuntivo. O S só desaparece nas segundas pessoas do imperativo afirmativo: Cumprimenta teu amigo. / Cumprimentai vosso amigo.

O time 'classifica' para a Libertadores?

Não, ele se classifica para qualquer seleção. 

O ônibus passa 'na' porta?

Não, ele passa à porta.

Você se consulta com um médico?

Não, consulta um médico, porque o verbo é transitivo direto e não pronominal. 

Posso dizer que ele 'negoceia' o crédito com o banco ou a associação 'premeia' mulheres empreendedoras?

Sim, pode se usar ambas as formas, em Portugal se usa 'negoceia' e 'premeia' e no Brasil, negocia e premia.

Dúvidas - Regência verbal e crase

Nós vamos no banco, na praia, no cinema, no cartório, está errado? O uso da preposição em com o verbo ir é característico da fala e escrita ...