Quanto ao verbo pegar, existe ou não o particípio pego?
Existe. O verbo pegar tem dois particípios: pegado (que se usa com ter e haver) e pego (que se usa com ser, estar e ficar).
E quanto aos verbos ganhar, gastar e pagar? Ainda posso usar os particípios ganhado, gastado e pagado?
Sim, mas só com os verbos ter e haver. A língua moderna dá preferência aos particípios irregulares ganho, gasto e pago, o que faz com que essas formas regulares caiam em desuso.
E o verbo aceitar?
É abundante, tem dois particípios: aceitado (que se usa na voz ativa, com ter e haver) e aceito (que se usa na voz passiva, com ser, estar e ficar).
E o verbo chegar? É abundante?
Não, só existe o particípio chegado. A forma chego só existe no presente do indicativo.
Mas o verbo empregar é abundante?
Não. Só tem um particípio: empregado. Não há o suposto particípio empregue, que surgiu por influência de entregue. Empregue só existe no presente do subjuntivo, imperativo afirmativo e negativo.
Entregar é verbo abundante?
É, tem dois particípios: entregado (que se usa com ter e haver) e entregue (que se usa com ser, estar e ficar).
E o verbo adequar?
É defectivo, só tem as formas arrizotônicas: adequamos, adequais (presente do indicativo); adequemos, adequeis (presente do subjuntivo); adequemos, adequai (imperativo afirmativo); não adequemos, não adequeis (imperativo negativo). Nos outros tempos, tem conjugação regular, como cantar. As formas inexistentes devem ser supridas pelas do sinônimo adaptar.
E o verbo competir?
É irregular, e não defectivo. As formas compito e compita parecem estranhas, mas são corretas.
Mas computar é defectivo?
Sim, não se conjuga nas três primeiras pessoas do presente do indicativo. Sendo assim, não se conjuga no presente do subjuntivo, tu, você, nós e vocês do imperativo afirmativo e no imperativo afirmativo. Nos outros tempos, tem conjugação regular, como cantar. As formas inexistentes devem supridas por sinônimos, como calcular, estimar ou programar computadores.
Exorbitar não é pronominal?
Não. Esse verbo dispensa a companhia do pronome oblíquo.
Simpatizar e antipatizar não são pronominais. Acertei?
Acertou. Eles não se usam com pronome.
Sobressair não é pronominal. Acertei mais essa?
Acertou. Não é verbo pronominal, apesar de um dicionário registrá-lo assim.
E o verbo reaver?
É derivado de haver, e se conjuga apenas nas formas em que este mantém a letra v. As formas inexistentes são supridas pelos sinônimos recuperar ou resgatar.
E o verbo precaver?
É defectivo, conjuga-se apenas nas formas arrizotônicas. Não deriva de ver, nem de vir, nem de haver. As formas inexistentes são supridas pelos sinônimos prevenir ou acautelar.
E o verbo suar?
É regular. Você não soa, você sua. A menos que você transpire sons.
O que o verbo consumar tem de especial?
Os verbos da 1ª conjugação tem a desinência modo-temporal -e no presente do subjuntivo. A maioria usa consuma, fazendo confusão com a forma do verbo consumir, que é da 3ª conjugação.
Posso 'confessar' e 'comungar-me'?
Não, vai ter pecado na gramática. O verbo confessar é pronominal (confessar-se), mas o verbo comungar é intransitivo.
O verbo remir é defectivo?
Sim, só possui as formas arrizotônicas. Nas formas inexistentes, é substituído pelo sinônimo redimir.
Posso 'me' trocar?
Não existe, você troca de roupa.
É correto dizer: não 'conta' para ninguém?
Não, porque o imperativo negativo é formado a partir do presente do subjuntivo. O S só desaparece nas segundas pessoas do imperativo afirmativo: Cumprimenta teu amigo. / Cumprimentai vosso amigo.
O time 'classifica' para a Libertadores?
Não, ele se classifica para qualquer seleção.
O ônibus passa 'na' porta?
Não, ele passa à porta.
Você se consulta com um médico?
Não, consulta um médico, porque o verbo é transitivo direto e não pronominal.
Posso dizer que ele 'negoceia' o crédito com o banco ou a associação 'premeia' mulheres empreendedoras?
Sim, pode se usar ambas as formas, em Portugal se usa 'negoceia' e 'premeia' e no Brasil, negocia e premia.