Se e e nem são, ambas, conjunções coordenativas, então, usá-las juntas é oferenda?
Exatamente. É desnecessário usar duas conjunções ligando orações. Nem já significa e não. Não existe 'e nem'. Enem existe, mas é uma sigla.
Muitos, em vez de no entanto, usam no entretanto?
Não. No entretanto é locução adverbial, que significa entrementes, nesse ínterim, nesse meio tempo ou enquanto isso. Como conjunção adversativa, usa-se no entanto, ou apenas entretanto. A palavra é proparoxítona (ínterim) e não oxítona (interim), que é como os mineiros pronunciam inteirinho.
No entanto é igual a tanto?
Não, ambas têm sentidos diferentes. No entanto indica oposição e tanto, grande quantidade ou quantidade incerta.
Em uma frase, pode-se misturar conjunções alternativas?
Só para os deputados. Se escolher quer ou seja, é obrigado a repeti-las. Somente a conjunção ou pode vir sozinha.
Nas orações comparativas, pode-se usar que ou do que?
Tanto faz como tanto fez.
Pode-se usar 'apesar que'?
Não, a locução conjuntiva é apesar de que.
'Se caso' você vier é correto?
Só para os humoristas. Se e caso são duas conjunções condicionais, dizer 'se caso' é o mesmo que dizer 'se se'. Se acaso é correto, pois acaso é um advérbio que significa 'eventualmente'.
Outro dia eu ouvi: vou ao cinema, 'a menos que não' chova. Isso está correto?
Só se você inventar novas regras para a gramática. A menos que já expressa a ideia de negação, é desnecessário usar o não. Trata-se de um pleonasmo vicioso.
Certa vez disseram: tirem o dinheiro, 'antes de que' você se arrependa. Isso está correto?
Só para Luccas Neto ou Felipe Neto. A locução conjuntiva é antes que ou depois que, e não 'antes de que' nem 'depois de que'. As locuções prepositivas são antes de e depois de, que se usam depois de substantivos, pronomes ou formas nominais.
É correto e obrigatório o uso da preposição de na expressão 'apesar de que'.
Na propaganda, diz: um professor faz tudo 'à medida em que' ensina. Isso é bom?
Péssimo! Quem usa isso em vez de à medida que, não tece críticas a ninguém. Existe a medida que, em que o 'que' é pronome relativo e não forma locução conjuntiva.
Escrevo 'porisso' ou por isso?
Sempre separado: por isso.
'De formas que', 'de modos que', 'de maneiras que' e 'de sortes que' existem?
Não. As locuções são invariáveis: de forma que, de modo que, de maneira que, de sorte que.
'Mas porém' está correto?
Absurdamente errado. Ou use mas ou porém, nunca os dois juntos. É o mesmo que dizer 'mas mas'.
No entretanto existe?
Apenas como locução adverbial, sinônima de nesse meio tempo, nesse ínterim, enquanto isso e entrementes. Como conjunção é uma mistura de no entanto com entretanto.
Eis que existe?
Apenas com sentido de 'de repente', para expressar surpresa ou imprevisto. É sinônima de 'eis senão quando'. É uma conjunção temporal, e não causal.
E a expressão eis que, que muitos advogados usam como sinônima de 'porque' Existe?
Só para os adevogados. Os advogados usam porque, visto que, já que ou uma vez que.
Posto que é concessiva e não causal nem explicativa, deve ser usada apenas com sentido de embora, ainda que, apesar de, conquanto?
Certo. Esse uso de 'posto que' como sinônimo de porque é influência do espanhol.
É correto usar 'embora sendo'?
A conjunção embora se usa com verbo no subjuntivo: embora seja. O gerúndio se usa com mesmo: mesmo sendo.
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